Diamantes

O que são DIAMANTES?

Usamos o símbolo diamante para classificar o desempenho dos fundos de investimento sempre dentro de uma mesma estratégia.







Usamos o símbolo diamante para classificar o desempenho dos fundos de investimento sempre dentro de uma mesma estratégia.

  • Como é medido o desempenho?
  • São feitas análises para 3 períodos distintos : 1, 3 e 5 anos
  • Para avaliar o desempenho em cada período, usamos uma medida de Retorno Ajustado ao Risco: o RaR (explicado abaixo)
  • Em cada período de análise, sempre dentro de uma mesma estratégia, separamos os fundos segundo o seguinte esquema:
  • Os 15% melhores RaR -> 5 diamantes
  • Os 20% seguintes em RaR -> 4 diamantes
  • Os 30% de RaR medianos -> 3 diamantes
  • Os 20% seguintes em RaR -> 2 diamantes
  • Os 15% piores RaR -> 1 diamante
  • Dentro de cada período apontamos também sua posição perante o seu peer group (estratégia). Usamos a notação (5/38) para designar o 5o melhor em um grupo de 38 fundos

  • Como é medido o desempenho global?



  • Usamos uma média ponderada do número de diamantes obtidos em cada um dos 3 períodos de análise. A seguir o resultado é arredondado. Não há resultados em fração de diamantes: sempre 1, 2, 3, 4 ou 5 diamantes.
  • Para ter uma nota global, o fundo precisa ter ao menos desempenho medido para 1 e 3 anos.
  • O desempenho global deve ser visto como uma medida de consistência nos resultados dos fundos. Por exemplo: para obter 5 diamantes na medida global, o fundo precisa ser avaliado com 5 diamantes em 2 dos períodos e ao menos 4 diamantes no outro período. Trata-se de um resultado realmente consistente.
  • Se o fundo possuir apenas histórico de 1 e 3 anos, a nota global máxima só é obtida com desempenho de 5 diamantes em 3 anos ao menos de 4 diamantes em 1 ano.


  • Os fatores para a média ponderada:



  • O objetivo é que os períodos tenham peso aproximadamente igual no resultado final.
  • Levamos em conta que o resultado dos últimos 3 anos já está contido, ou melhor, já está sobreposto ao resultado de 5 anos.
  • Da mesma forma, o resultado do último ano se sobrepõem aos de 3 e 5 anos.
  • Assim, os fatores de ponderação são:
  • 1 ano -> 30%
  • 3 anos -> 30%
  • 5 anos -> 40%
  • No caso do fundo não possuir 5 anos de dados, os fatores de ponderação são:
  • 1 ano -> 40%
  • 3 anos -> 60%
  • Lembro que fundos com menos de 3 anos de dados não possuem nota para o desempenho global.



  • O que é o Retorno Ajustado ao Risco (RaR)?


    Esta é uma questão bem técnica. Vamos explicar de maneira intuitiva, evitando fórmulas:


    • Suponha 3 fundos, operando em 3 períodos anuais, todos com um resultado acumulado de 33% ou anualizado de 10%
    • Fundo Conservador
  • Período 1: 10%
  • Período 2: 10%
  • Período 3: 10%

    • Fundo Conservador
  • Período 1: 20%
  • Período 2: 0%
  • Período 3: 11%

    • Fundo Agressivo
  • Período 1: 30%
  • Período 2: -20%
  • Período 3: 28%

  • Claramente o fundo conservador é o melhor, seguido do moderado. A menos que você goste de adrenalina, o fundo agressivo não trás uma performance compensadora.
    Nesse exemplo, o resultado anualizado dos 3 fundos é de 10%, mas claramente os fundos moderado e agressivo precisam ter sua performance penalizada. Na ótica de retorno ajustado ao risco, mediríamos o RaR desses fundos da seguinte forma:

  • Conservador: RaR = 10%
  • Moderado: RaR = 9.5%
  • Agressivo: RaR = 9.0%
  • Um aspecto importante desta medida é que ela tem unidades de retorno, tornando-a muito mais intuitiva que índices, como o de Sharpe, Sortino e tantos outros.

    Há justificativa teórica?


    Sim, ampla! A idéia de se construir um aparato matemático para ajudar a tomada de decisões em situações de incerteza inicia-se com von Neumann e Morgenstern em Theory of Games and Economic Behavior, de 1944. Nessa data, os autores introduziram o conceito matemático de função de utilidade esperada, aparato básico para medir os inconvenientes trazidos pela incerteza. Criaram também o conceito de coeficiente de aversão ao risco, podendo diferentes agentes ter atitudes diferentes na mesma situação de risco. Hoje, tais conceitos são corriqueiros em economia e finanças. Para ser preciso, o IGI trabalha com uma função de utilidade esperada dentro da classe CRRA (constant relative risk aversion). Esta é a classe adequada para a comparação de retornos.

    A lógica do procedimento é a seguinte: apesar do fundo moderado (acima) render em média 10% ao ano, o tomador de decisão percebe benefícios apenas de 9.5%. O benefício é diminuído em função do risco.

    Do ponto de vista técnico o RaR de um fundo é o seu equivalente certo (certainty equivalent). Ou seja, o retorno errático do fundo moderado chega a um resultado final de 10%. Ele é ajustado ao risco para 9.5%. Se houver disponível um fundo sem risco que também renda 9.5%, o agente estará indiferente entre as duas escolhas.



    Porque não usar o índice de Sharpe?


    O principal motivo é que o índice de Sharpe simplesmente não foi concebido para a comparação direta entre fundos.
    William Sharpe jamais afirma que se o fundo A possui índice (de Sharpe) melhor que o fundo C, deve-se escolher o fundo A no lugar de C. Pode ser que o fundo A seja por demais arriscado para o investidor. Sharpe afirma apenas que há uma escolha entre investir parte no fundo A e o restante em um fundo sem risco, que é melhor que investir no fundo C.

    Vejamos:

    Por exemplo, suponha que o ativo sem risco renda 10% no período:

    • Fundo A
  • Retorno -> 15%
  • Volatilidade -> 30%
  • Sharpe = (15% - 10%) / 30% = 0.166
    • Fundo M
  • Retorno -> 12%
  • Volatilidade -> 15%
  • Sharpe = (12% - 10%) / 15% = 0.133
    • Uma alocação em 40% do fundo A e 60% no ativo em risco tem o seguinte perfil, que é superior ao do fundo M (mesmo retorno e menor risco):
  • Retorno = 0.4 * 15% + 0.6 * 10% = 12%
  • Volatilidade = 0.4 * 30% = 12%
  • Isso é tudo que o índice de Sharpe tem a dizer. Ele jamais afirma que é melhor investir no fundo A que no M.
    Pode ficar pior: se o fundo moderado tiver um índice de Sharpe maior que o agressivo e se desejar uma aplicação de alto risco e retorno, a recomendação de Sharpe é, digamos, aplicar 200% no fundo moderado tomando dinheiro emprestado na taxa livre de risco.
    Simplesmente não é assim que as decisões entre investir no fundo A ou no fundo M são tomadas na prática!

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